Updated: April 9, 2026
Forza Horizon 6 promete ser o maior capítulo da série até agora. Desenvolvido pela Playground Games, o novo jogo marca também a expansão do próprio estúdio britânico, que hoje opera em três prédios diferentes em Leamington Spa, no Reino Unido. Com outro projeto do estúdio, Fable, sendo produzido em outra parte da cidade, toda a estrutura original da empresa passou a ser dedicada exclusivamente ao desenvolvimento da franquia de corrida.
Essa expansão se reflete diretamente na escala do jogo. Ambientado no Japão, Forza Horizon 6 contará com o maior e mais denso mapa já criado pela série. A versão do jogo para Tóquio será o maior espaço urbano da história da franquia e terá cerca de cinco vezes o tamanho da cidade de Guanajuato, presente em Forza Horizon 5.
O mapa não é uma reprodução fiel de um local específico do Japão. Em vez disso, o jogo reúne elementos de diferentes regiões do país em um grande cenário que busca capturar a estética e o espírito da paisagem japonesa. A ambientação inclui características reconhecíveis como marcações de estrada típicas, pontes icônicas, vegetação específica e as tradicionais cerejeiras em flor durante a primavera.
Segundo o diretor de design Torben Ellert, escolher o Japão como cenário foi uma das decisões mais importantes do projeto. “É uma das primeiras decisões que tomamos e historicamente também uma das mais difíceis, porque influencia tudo”, explicou. O país já estava na lista de possíveis locais da série há vários anos, mas apenas agora o estúdio considerou que tinha condições de enfrentar o desafio.
O diretor de arte Don Arceta acrescenta que o cenário trouxe desafios técnicos e criativos. “Cada local traz novos desafios e novas experiências de gameplay. No caso do Japão, havia muitas questões que precisávamos resolver, tanto em termos técnicos quanto de design.”
Apesar da popularidade do cenário, os desenvolvedores afirmam que o jogo não depende apenas da ambientação. De acordo com Ellert, o objetivo foi garantir que Forza Horizon 6 também traga inovações em mecânicas e sistemas
“Sempre iteramos e inovamos. Sempre introduzimos novos recursos e avançamos o jogo.”
Uma das principais novidades é o tamanho e a diversidade de Tóquio dentro do mapa. A cidade será tratada como um bioma próprio e dividida em quatro distritos distintos. As áreas suburbanas apresentam ruas estreitas, ciclovias e a densa rede de cabos elétricos típica de bairros residenciais japoneses. Já a região portuária reúne contêineres e estruturas industriais pensadas para manobras, saltos e criações no modo EventLab.
Outro distrito é o setor industrial localizado em uma ilha acessível pela icônica Rainbow Bridge. Ali também estará a interpretação do famoso estacionamento Daikoku, conhecido entre entusiastas automotivos japoneses por reunir carros esportivos e encontros de automobilismo. O quarto distrito corresponde ao centro da cidade, inspirado em áreas como Shibuya e Akihabara, com ruas iluminadas por letreiros e arranha-céus.
Segundo o diretor de produção Mike Bennett, a escala da cidade exigiu novas ferramentas de desenvolvimento. “É o nosso maior espaço urbano, cinco vezes maior que Guanajuato, mas também muito mais diverso. Temos arranha-céus no centro, áreas residenciais na periferia e uma infraestrutura viária multinível atravessando a cidade.”
Fora da capital, o mapa inclui outros cinco biomas principais: os Alpes japoneses, terras altas, montanhas baixas, planícies e litoral. As áreas alpinas representam o ponto mais alto do mapa e permanecem cobertas de neve, incluindo uma estação de esqui e uma interpretação da rota alpina Tateyama Kurobe, famosa por seus corredores de neve.
Já as terras altas são inspiradas em estradas panorâmicas como a Venus Line, enquanto as montanhas baixas servem de transição entre diferentes regiões do mapa e abrigam trechos ideais para corridas de touge. Nas planícies aparecem cenários rurais com campos agrícolas e templos tradicionais, às vezes contrastando com elementos modernos como trilhos elevados do trem-bala Shinkansen.
Diferente de jogos anteriores da série, os biomas não são divididos apenas por regiões fixas, mas também pela altitude do terreno, o que altera gradualmente a paisagem conforme o jogador sobe ou desce no mapa.
Outra novidade é a presença de múltiplos circuitos permanentes de corrida espalhados pelo mundo aberto. Segundo Bennett, a decisão foi inspirada pelos diversos circuitos menores existentes no Japão.
Forza Horizon 6 – Exclusive Screenshots of the World of FH6 | IGN First






Para facilitar a exploração, o mapa também será dividido em regiões nomeadas com identidades próprias, cada uma com corridas e colecionáveis. Além disso, o jogo adotará um sistema de “fog of war”, ocultando partes do mapa até que o jogador as descubra dirigindo.
Com o lançamento se aproximando, a expectativa da equipe é ver como jogadores, especialmente os próprios japoneses, reagirão à representação do país no jogo. “Quando alguém do Japão joga e diz que aquilo parece a rua onde mora, isso nos deixa extremamente felizes”, afirmou Arceta.
Ellert também espera que o cenário permita uma experiência imersiva para quem nunca visitou o país. “Gostaria que as pessoas que sonham em viver no Japão por um tempo pudessem ter essa experiência de forma indireta através do jogo”.
A espera por Forza Horizon 6 está quase chegando ao fim, com lançamento para Xbox Series X/S e PC marcado para 19 de maio. Uma versão para PlayStation 5 ainda será lançada em 2026, porém sem data confirmada.



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